ANÁLISES, TEXTOS RELACIONADOS AO MUNDO DAS PESQUISAS E PRINCIPAIS TRABALHOS REALIZADOS.

quarta-feira, 19 de março de 2014

PESQUISA DO IBOPE REVELA, DE ACORDO COM OS ENTREVISTADOS, QUE 82% DOS BRASILEIROS ACHAM QUE A MAIORIA DAS PESSOAS SÓ QUEREM TER VANTAGENS.





62% dos brasileiros dizem ter pouca ou nenhuma confiança nas pessoas

Direto do site do IBOPE 17/03/2014

Pesquisa mostra que a sensação de confiança aumenta quando se trata da própria família

O brasileiro só confia muito na própria família. É o que mostra a pesquisa Retratos da Sociedade Brasileira: Confiança Interpessoal, do IBOPE Inteligência para a Confederação Nacional da Indústria (CNI). De acordo com o levantamento, 73% dos brasileiros têm muita confiança na família. Quando indagados sobre as outras pessoas com quem convivem, a desconfiança aumenta: só 18% dizem confiar muito nos amigos, 11% nos vizinhos e 9% nos colegas de trabalho ou da escola. Apenas 6% têm muita confiança nas outras pessoas. Outros 31% dizem ter alguma confiança nas outras pessoas em geral. E 62% dizem ter pouca ou nenhuma.

A justificativa para a baixa confiança está na impressão de que as pessoas agem de maneira errada. Para 82% dos entrevistados, a maioria das pessoas só quer tirar vantagem. A sensação é maior na região Nordeste, onde 89% da população têm essa percepção, e menor nas regiões Norte e Centro-Oeste, onde o percentual cai para 71%.

Moradores do interior confiam menos - A parcela dos que dizem confiar quase nada ou não confiar é maior entre os moradores do interior do país (64%) do que entre os das capitais (60%). Dos que estão nas cidades no interior, 83% dizem que as pessoas só querem tirar vantagem e apenas 15% agem de maneira correta. Nas capitais, enquanto 80% acreditam que o outro quer tirar vantagem, 19% diz que as pessoas agem de maneira correta.

Nordeste e Sudeste desconfiam mais - No Nordeste e no Sudeste, o percentual dos que têm quase nenhuma ou nenhuma confiança é superior à média nacional, de 62%. Nas duas regiões, esse índice sobe para 66% e 65%, respectivamente. Já na região Sul cai para 53% e nas regiões Norte e Centro-Oeste é de 57%.

Jovens desconfiados - Entre os que têm entre 16 e 24 anos, 67% dizem ter quase nenhuma ou nenhuma confiança. O percentual cai para 57% quando se analisa a parcela que tem 50 anos ou mais. Enquanto 85% dos mais jovens acreditam que as pessoas só querem tirar vantagem, 79% dos mais velhos dizem o mesmo. 

Homens X mulheres - O nível de desconfiança independe do sexo. Para homens e mulheres o percentual dos que têm quase nenhuma ou nenhuma confiança nas outras pessoas em geral é o mesmo, de 62%. Para 83% das mulheres, a maioria das pessoas só quer tirar vantagem. O percentual dos homens que dizem o mesmo é de 82%.



domingo, 16 de março de 2014

DIRETO DA CARTA CAPITAL, O ARTIGO DE MARCOS COIMBRA DESTE FINAL DE SEMANA SOBRE A ELEIÇÃO PRESIDENCIAL DESTE ANO QUE TODOS NÓS PRECISAMOS LER PARA NÃO FICARMOS FANTASIANDO LEITURAS ENVIESADAS, QUE NÃO REPRESENTAM A REALIDADE.


As realidades dos quadros eleitorais para Lula em 2006 e para
Dilma em 2014, apesar de diferenciadas, se combinam.


Análise / Marcos Coimbra
As reeleições de Lula e Dilma
Poucos se lembram, mas o ex-presidente enfrentou maiores dificuldades em 2006
por Marcos Coimbra — publicado 16/03/2014 00:11


Existem muitas diferenças e algumas semelhanças entre os primeiros mandatos de Lula e Dilma Rousseff. No plano eleitoral, essas são especialmente visíveis no modo como chegaram ao quarto ano e ao início do processo sucessório.

A vitória de Lula em 2006 foi tão significativa e o segundo mandato tão consagrador que tendemos a esquecer as dificuldades que o ex-presidente atravessou naquele ano. Ele sempre liderou as pesquisas, é verdade, e o governo manteve-se majoritariamente aprovado ao longo do período, mas sua posição só se tornou confortável nos últimos meses.

Se tomássemos como estava no fim de fevereiro, constataríamos um quadro nada tranquilizador. O governo tinha uma avaliação positiva de 37%, maior que a negativa, de 22%, mas menor que a soma daqueles que o consideravam “regular”, 39%, segundo dados do Datafolha.

Essa falta de entusiasmo em relação ao governo se manifestava nas intenções de voto: na mesma pesquisa, Lula obtinha 39% na lista em que José Serra, com 31%, aparecia então como a opção do PSDB. Os demais candidatos totalizavam 16%. A chance de o petista vencer no primeiro turno era quase nula.

Nos levantamentos subsequentes, a vantagem de Lula sobre os concorrentes ampliou-se, mas muito pelo fato de Geraldo Alckmin ter sido o escolhido para representar os tucanos. Em março, o ex-presidente tinha 42% e o paulista alcançava 23%. No mês seguinte, a diferença entre os dois permaneceu idêntica. Lula só chegou à marca de 45% em maio, quando deixaram de ser pesquisados os nomes de possíveis candidatos do PMDB, após o partido decidir não lançar um nome.

Como se vê, foi lenta a ascensão de Lula, e deveu-se mais a movimentos internos do sistema político do que ao crescimento do apoio popular à candidatura.

A razão, provavelmente, era a avaliação do governo. Pois, se é fato que os números de fevereiro (embora não fossem maravilhosos) mostrassem expressiva recuperação em relação a dezembro, os meses seguintes foram de interrupção da tendência de melhora.
No fim de 2005, o governo Lula havia chegado a seu pior momento: apenas 28% dos entrevistados o avaliavam positivamente, abaixo dos 29% que o reprovavam. Recompôs-se e foi a 37% em fevereiro. Mas lá empacou: 38% em março, 37% em abril, 39% em maio, 38% em julho. Parecia incapaz de voltar ao patamar de 45%, onde estivera em dezembro de 2004.

Quem acompanha as pesquisas atuais percebe a semelhança com o momento atual. As quatro fases pelas quais Lula passou entre meados de 2005 e a pré-campanha de 2006 repetem-se com Dilma. A presidenta estava em seu máximo no começo de 2013, perdeu boa parte da popularidade entre junho e julho, recuperou-se em agosto, mas sem voltar aos níveis anteriores ao “derretimento”, e parou de melhorar de lá para cá. Sua avaliação e intenção de voto estão “congeladas” desde setembro.  O mesmo padrão do ocorrido com Lula.

Em 2006, houve, porém, uma nova fase, inaugurada quando foi dada a largada efetiva da campanha. Mais especificamente, a partir de agosto, ao começar a propaganda eleitoral na televisão e no rádio.  Foi somente quando Lula teve acesso aos meios de comunicação de massa, para mostrar seu trabalho e defender o governo, que as condições de competição se tornaram menos desequilibradas. A intensa campanha da mídia antipetista contra ele e o governo não cessou, mas outro discurso pôde ser exposto aos eleitores.

A avaliação positiva foi a 45% em agosto, 46% no início e 49% no fim de setembro. Continuou a crescer em outubro e chegou a 53%, superior à alcançada por qualquer presidente que o antecedeu, em qualquer momento (dados sempre do Datafolha). 
E Lula venceu a eleição.

A lembrança do acontecido em 2006 serve para deixar menos ansiosos aqueles que apoiam a reeleição de Dilma. Tudo considerado, o fato de ela “ter parado de subir” desde agosto de 2013 não parece ser problema grave.

Inversamente, serve para diminuir as esperanças da oposição. Não são apenas Aécio Neves e Eduardo Campos que podem se beneficiar da propaganda eleitoral. Na verdade, como vimos nas disputas pela reeleição, tanto com Fernando Henrique Cardoso em 1998 quanto com Lula em 2006, quem está no governo tende a crescer, pois possui obras a apresentar e argumentos concretos para convencer os eleitores.

Ainda mais quando, como Dilma neste ano, lidera uma coalizão que lhe assegura abundante tempo de televisão.

domingo, 2 de março de 2014

MÚSICA ENQUANTO O PRÓXIMO TEXTO CHEGA: CHICO SCIENCE INESQUECÍVEL EM A CIDADE, RETRATADA EM TODAS SUAS CONTRADIÇÕES, QUE É O QUE BUSCAMOS QUANDO SAÍMOS PESQUISANDO POR AI AFORA.


Se não tivermos idéias, não existimos.

E a cidade se apresenta
Centro das ambições
Para mendigos ou ricos
E outras armações
Coletivos, automóveis,
Motos e metrôs
Trabalhadores, patrões,
Policiais, camelôs...